Compatibilidade
Medir muito bem antes de comprar
BCD, largura do cubo e diâmetro do guidão transformaram peças baratas em gasto perdido.
Uma fixa usada • Um orçamento limitado • muitas gambiarras
A Laranjinha começou como uma bicicleta fixa de aço. O plano é transformá-la em uma bike de contrarrelógio simples, funcional e divertida, sem fingir que todo improviso dá certo de primeira.
Compramos a bicicleta usada por R$ 800. Ela foi parte do kit de uma prova, Night Riders em 2023, e já chegou com guidão bullhorn, selim mais esportivo e rodas de perfil médio, mas ainda funcionava como single speed ou fixa: sem marchas, sem gancheira para câmbio e quase nenhuma compatibilidade pros componentes que eu queria colocar.
O objetivo nunca foi construir uma superbike. A proposta é brincar com a ideia de uma TT acessível, reaproveitar o que já temos e registrar o custo e o raciocínio por trás de cada escolha.
Nos primeiros episódios, transformamos essa magrela em uma bike TT minimamente viável, mas não sem o devido sufoco! Cada solução trazia mais um problema.
O projeto começou pela bicicleta base e por um plano: mudar posição, realocar os manetes de freios, adicionar transmissão, instalar as barras aero e lidar com todos os problemas que surgissem ao longo do processo.
O quadro de fixa tinha dropouts próximos de 120 mm, enquanto a roda com marchas precisava de 130 mm. Como o quadro é de aço, fizemos um cold setting e conferimos o alinhamento com ferramentas improvisadas.
A primeira coroa que compramos tinha BCD 130 e não serviu no pedivela BCD 110. A catraca exigia outra ferramenta e força além do que tínhamos, enquanto o câmbio precisou de uma gancheira temporária.
A oficina do Zagaia ajudou a remover a catraca antiga e instalar a nova de sete velocidades. Depois, refizemos o cabeamento dos freios em uma posição pouco convencional, para começar a montar o cockpit como uma TT de verdade.
Uma sugestão dos comentários melhorou a saída dos cabos de freio. As barras aero reaproveitadas não encaixavam no guidão fino, então uns espaçadores de borracha improvisados criaram uma fixação temporária firme o suficiente, eu acho...
Instalamos um passador por fricção na ponta da barra aero, conduzimos o cabo com conduíte, enforca-gato e fita isolante e, desta vez com o BCD correto, montamos a nova coroa e a corrente.
O último passo dessa primeira etapa foi o mais questionável. Resolvemos fechar a roda traseira com uma chapa de plástico, um tutorial do YouTube, muita fita isolante e um bom punhado de boa vontade. Mas, no fim, acho que ficou bom demais.
A tabela inclui o que foi comprado, ferramentas que entraram no processo, gastos que não deram certo e o valor hipotético de peças que já tínhamos aqui antes do projeto. Assim, o orçamento não parece mais barato do que seria pra vocês.
| Componente | Preço | Link |
|---|---|---|
| Base | R$800 | N/A |
| Passadores | R$61 | Abrir link |
| Groupset 7v | R$44 | Abrir link |
| Cabos e conduites | R$23 | Abrir link |
| Catraca | R$79 | Abrir link |
| Enforca Gato | R$20 | Abrir link |
| Placas plástico pra fechar a roda | R$30 | Abrir link |
| Adesivo | R$20 | Abrir link |
| Coroa | R$29 | Abrir link |
| Corrente | R$36 | Abrir link |
| Ferramentas | R$100 | N/A |
| Roda | R$150 | Abrir link |
| Compras erradas... | R$23 | N/A |
| Barras Aero | R$75 | N/A |
O total da planilha é R$ 1.490. Desconsiderando os valores hipotéticos da roda e das barras aero e também as compras erradas, o gasto aproveitado até aqui é de R$ 1.242, incluindo ferramentas.
Compatibilidade
BCD, largura do cubo e diâmetro do guidão transformaram peças baratas em gasto perdido.
Limites
Ferramenta, técnica e segurança também fazem parte do orçamento. Pedimos ajuda dos profissionais quando precisamos.
Processo
Algumas soluções existem para testar a ideia agora e indicar o que merece um upgrade depois.